Arquivamento

MP conclui que cão Orelha não morreu após agressão de adolescentes

Investigação apontou doença grave preexistente e pediu arquivamento do caso
Por Redação 12/05/2026 - 20:30
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Reprodução/Redes sociais
Orelha, cão comunitário da Praia Brava, não resistiu após ser agredido
Orelha, cão comunitário da Praia Brava, não resistiu após ser agredido

O Ministério Público de Santa Catarina concluiu que o cão comunitário Orelha não morreu em decorrência de agressões praticadas por adolescentes, como apontava a investigação inicial da Polícia Civil. O órgão pediu o arquivamento do caso à Justiça.

Segundo o MPSC, a análise de quase dois mil arquivos, entre laudos, vídeos, imagens e dados apreendidos, apontou inconsistências na linha do tempo apresentada pela investigação policial.

De acordo com os promotores, os adolescentes investigados e o cachorro não estiveram juntos na praia no horário da suposta agressão. Após reavaliação das imagens de câmeras públicas e privadas, o Ministério Público identificou uma diferença de cerca de 30 minutos entre os sistemas de monitoramento.

A investigação também concluiu que Orelha estava a aproximadamente 600 metros de distância do adolescente apontado como suspeito.

Laudos periciais e exames veterinários afastaram a hipótese de maus-tratos. Segundo o MPSC, o animal não apresentava fraturas, cortes ou lesões compatíveis com agressão humana.

O exame pericial apontou que o cachorro sofria de osteomielite na região maxilar esquerda, uma infecção óssea grave e crônica, possivelmente causada por problemas dentários avançados.

O Ministério Público também afirmou que a circulação de boatos e informações falsas nas redes sociais contribuiu para o direcionamento precoce da investigação.


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